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QUEM CUIDA DELAS?

A mulher multitarefa é uma figura clássica na cultura contemporânea. A "heroína" alia casa, carreira e filhos sem deixar a peteca cair, mas essa sobrecarga disfarçada de elogio tem convencido cada vez menos.

Relegadas por séculos à vida doméstica, trabalhadoras ampliaram sua presença no mercado, mas acumularam o expediente não remunerado do lar e todo o estresse decorrente das jornadas duplas, triplas e até quádruplas (trabalhar, cuidar da casa, dos filhos e estudar). Dados de 2016 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 53% dos homens se ocupam de afazeres domésticos, frente a 90% das mulheres. Entre eles, a média de dedicação semanal a essas atividades é de 10,8 horas. Já elas dedicam 24,4 horas —ou seja, mais que o dobro.

Quem paga a conta desse equilibrismo árduo é a saúde mental. Cobradas por tarefas intermináveis em casa e tendo que conciliá-las à vida corporativa, as mulheres chegam a uma exaustão inevitável, que pode levar à ansiedade, depressão e até à ideação suicida.

A pandemia, com o home office e as aulas remotas, acentuou a estafa mental. Segundo um estudo da USP (Universidade de São Paulo), as mulheres foram as mais afetadas emocionalmente pela crise sanitária. A difícil conciliação entre casa e trabalho pode estar entre os motivos da dor psíquica.


Fonte: UOL VIVA BEM


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